Depois de chegarmos em Soure, fomos direto ao nosso local de repouso, hotel Marajó, simples e aconchegante nos permitiu momentos bacanas no salão refrescante da área central e banhos de piscina ao sabor de peixes deliciosos, cerveja gelada e caipirinhas com água ardente da região. Os quartos equipados com o imprescindível ar condicionado e a não usada Tv com 2 canais. Nada extravagante tudo simples mas muito gostoso, em especial as refeições com exceção do simbólico café da manhã.
No hotel fomos informados das praias da região, afinal são 4 praias incríveis que merecem no mínimo meio dia de descanso e sol, com direito a super chuvas no fim de tarde, de cara fomos a praia do pesqueiro, é algo surreal visitar esta praia, com bares espalhados em frente a vegetação amazônica da região e a praia localizada logo a frente, não tão logo considerando mais ou menos uns 300 metros de distância, apesar do visual de Mar, a praia possui a inacreditável água doce dos rios, a sensação de banhar-se nessas águas é algo que foge do absurdo e mágico, só mergulhando para sentir, detalhe, quente.
Aproveitamos o fim de tarde e passamos no festival AmazSound, a expectativa de uma super festa e a beleza da entrada do local logo foram tomados por uma certa frustração devido a falta de organização dos responsáveis, com banheiros, praça de alimentação e bares montados de maneira bacana, diferente de outros festivais, atrasaram num pequeno detalhe, a pista e a música, a festa e a dança durantes os dois primeiros dias de festival ficaram por conta de alguns Hare Krishnas e um Fiat palio.
Segundo dia acordamos cedo, vestimos nossas ferramentas de banho de praia e seguimos em direção a duas praias, Araruna e Barra Velha, a entrada da fazenda privativa é espetacular e a quantidade de Búfalos tomando seus deliciosos banhos nas áreas alagadiças são um convite para belas fotos e muitos sorrisos. Do estacionamento do carro a praia de Barra Velha uma passarela de madeira leva a viagem de curiosidade e sensibilidade por cima do mangue, 10 minutos de caminhada sobre rios e dentro da flora amazônica abrem o portal de mais uma bela praia de água doce, com pequenas ondas, som de Roberto Carlos, Techno show e cerveja gelada. É oportuno mencionar a preocupação com a limpeza. E o calor quase que insuportável no local. Cá entre nós a combinação perfeita para uma manhã de descanso e bronze.
Retornando ao estacionamento e mais alguns minutos de caminhada pela estrada, chegamos a uma pequena ponte que atravessa para a praia chamada Araruna, uma outra localização do mesmo Rio mas com um visual de dar água na boca. Paz, vento,canoas e simplicidade marcam o local.
À tarde visitamos a praia do Garrote, e também ao lado Mata fome, praias de extensão menores, mas não menos bonitas, o visual do Farol e outro lado da ilha deixam os pulmões sem ar. Mas falta de ar de verdade fica por conta de uma refeição típica do local, o conhecido Turu, uma lesma de madeira que serve de base para um caldo extra temperado, viscoso e nojento, saboroso e revigorante, afinal dizem ser algo responsável por grande despertar do libido, tão potente quanto amendoins e catuaba (http://terreiroir.blogspot.com/2008/11/bicho-do-pau.html) . Cerveja, peixes e camarões são deliciosos, e o melhor de tudo pessoas extra simpáticas e preços baratíssimos.
Depois de tudo isso o universo conspirou e o som finalmente rolou no festival, psy trance full on, pés descalços, floresta amazônica e céu estrelado fizeram a boa companhia do que sobrou do dia e da noite.
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